sábado, 30 de março de 2013

SEXTA-FEIRA SANTA



O Cristo crucificado, por Diego Velázquez
A Sexta-Feira Santa, ou 'Sexta-Feira da Paixão', é a Sexta-Feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira após a primeira lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 20 de março e 23 de abril.





Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

Celebração da Paixão do Senhor
No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo facto de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da missa católica.

A relembração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha, a celebração segue esta estrutura:



Senhor Morto, escultura barroca do século XVIII, Matriz de Pirenópolis
entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostram em adoração diante do altar.
oração colecta.
Liturgia da Palavra: leitura do livro de Isaías (quarto cântico do servo de Javé, Is 52,13-53,12), salmo 31 (30), leitura da Epístola aos Hebreus (Hebr 4, 14-16; 5, 7-9), narração ao Evangelho e leitura do Evangelho da Paixão segundo João (Jo 18,1-19,42, geralmente em forma dialogada).
Homilia e silêncio de reflexão.
Oração Universal, mais longa e solene do que a da missa, seguindo o esquema intenção – silêncio – oração do presidente.
Adoração de Cristo na Cruz: a cruz é apresentada aos fiéis e venerada ao som de cânticos.
Pai Nosso
Comunhão dos fiéis presentes. Usa-se pão que foi consagrado no dia anterior, Quinta-Feira Santa.
Oração depois da comunhão.
Oração sobre o povo.
Obs: Em muitas cidades históricas ou interioranas, como Paraty (RJ), Ouro Preto (MG), São João del Rei (MG), Pirenópolis (GO), Jaraguá (GO), Rio Tinto (Concelho de Gondomar em Portugal) e São Mateus, a Celebração da Paixão e Morte do Senhor é procedida da Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, em que são cantados motetos em latim.

Toda a liturgia católica deste dia está em função de Cristo crucificado. Assim, a liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma acção livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.

A veneração da cruz, símbolo da salvação, pretende dar expressão concreta à adoração de Cristo crucificado.

A comunhão eucarística é, para a Igreja, a forma mais perfeita de união com o Mistério pascal de Cristo, e por isso é um ponto culminante na união dos fiéis com Cristo crucificado. O facto de se comungar do pão consagrado no dia anterior vem exprimir e reforçar a unidade de todo o Tríduo Pascal.

Além da celebração da Paixão do Senhor, rezam-se as diversas horas litúrgicas da Liturgia das Horas, incluindo um texto de São João Crisóstomo intitulado O Poder do Sangue de Cristo.



Sinais de penitência
A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne e qualquer tipo de ato que se refira a prazer. Não se pode ouvir músicas. Antes, essas tradições começavam na quarta-feira santa, mas hoje em dia começam na quinta-feira santa, depois do meio-dia. Em muitos locais, estas datas são celebradas com encenações.

Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.

A data da Sexta-Feira Santa

Num calendário em que varia cada ano para buscar a coincidência da Semana Santa com a primeira lua cheia posterior ao equinócio de outono, as datas mais próximas da Sexta-Feira Santa são as seguintes:

Ano Data
2007 6 de abril
2008 21 de março
2009 10 de abril
2010 2 de abril
2011 22 de abril
2012 6 de abril
2013 29 de março
2014 18 de abril
2015 3 de abril
2016 25 de março

Fonte : https://pt.wikipedia.org/wiki/Sexta-Feira_Santa

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

MEU TOP \ ATORES JAPONESES


My Top 20 Japanese Actors

Top 10 most Handsome Japanese Actor (トップ10で最もハンサムな日本の俳優)








terça-feira, 2 de outubro de 2012

THE RECONVERSION OF SANT FRANCESC CONVENT


O projeto mantém as dimensões do espaço interior da igreja e, também, as entradas incomuns de luz natural produzida pelo colapso do telhado parciais. Ao invés de reconstruir a igreja, a intervenção acaba de reforçar o tecido velho distinguir claramente os elementos novos executados dos originais.

The project has maintained the dimensions of the church interior space and, also, the unusual entries of natural light produced by partial roof collapses. Rather than reconstructing the church, the intervention has just consolidated the old fabric distinguishing clearly the new elements executed of the original ones.






 A renovação realizada permite ler feridas históricas e do edifício mais importantes valores espaciais, sem dar-se o uso de linguagem contemporânea nos novos elementos introduzidos na intervenção.

The renovation carried out allows to read historical wounds and the building’s most important spatial values without giving up the use of contemporary language in the new elements introduced in the intervention.


Os novos volumes programáticas inseridos (como acessos verticais ou equipamento técnico) foram localizados parcialmente fora da igreja com o objetivo de preservar a unidade do espaço interior da nave. Além disso, as novas escadas e rampas de fornecer uma rota inusitada circular por todo o edifício com uma vista incrível e diversificada.

The new programmatic volumes inserted (as vertical accesses or technical equipment) have been located partially outside of the church with the aim of preserving the inner space unity of the nave. In addition, the new stairs and ramps provide an unwonted circular route across the building with amazing and diverse views




Na pequena cidade de Santpedor, Espanha, David Fecha arquitetos do século 18 convertido A Igreja Sant Francesc Convento em um auditório e uma academia multifuncional cultural. A intervenção tem consolidado a igreja sem excluir o processo de deterioração e colapso que o prédio tinha sofrido. Eu amo o toque geométrico moderno que David trouxe Fecha misturando novos materiais com os originais. A intervenção preserva o patrimônio histórico do edifício e, simultaneamente, adiciona novos valores que destacam e singularidade da antiga igreja de uma maneira contemporânea.


In the small town of Santpedor, Spain, David Closes Architects converted The 18th century Sant Francesc Convent Church into an auditorium and a multifunctional cultural facility. The intervention has consolidated the church without deleting the process of deterioration and collapse that the building had suffered. I love the geometric modern touch that David Closes brought by mixing new materials with the original ones. The intervention preserves the historical heritage of the building and simultaneously adds new values which highlight and singularity the ancient church in a contemporary way.











Fonte:  http://trendland.com/the-conversion-of-sant-francesc/#

domingo, 16 de setembro de 2012

ERA VITORIANA


A Era Vitoriana no Reino Unido foi o período do reinado da Rainha Vitória, em meados do Século XIX, a partir de Junho de 1837 a Janeiro de 1901.
Este foi um longo período de prosperidade e paz (Pax Britannica) para o povo britânico, como os lucros adquiridos a partir da expansão do Império Britânico no estrangeiro, bem como o auge e consolidação da Revolução Industrial e o surgimento de novas invenções, isso permitiu que uma grande e educada classe média se desenvolvesse.
Um motor a vapor de Watt, o motor a vapor, alimentado principalmente com carvão, impulsionou a Revolução Industrial no Reino Unido e no mundo.

Alguns estudiosos poderiam estender o início do período à época da aprovação do Ato de Reforma de 1832, como a marca do verdadeiro início de uma nova era cultural. A Era Vitoriana foi precedida pela Era da Regência ou Período Georgiano e antecedeu o período Eduardiano. A segunda metade da Era Vitoriana coincidiu com a primeira parte da Belle Époque, ocorrido principalmente na Europa continental.
Paris era um grande centro, não só cultural, mas também de diversão. Dança no Moulin Rouge (1890), de Henri de Toulouse-Lautrec, Museu de Arte de Filadélfia.

Ao final do século, as políticas do Novo Imperialismo levou ao aumento de conflitos coloniais e eventualmente, a Guerra Anglo-Zanzibari e a Guerra dos Bôeres na África. Internamente, a política se torna cada vez mais liberal, com uma série de mudanças graduais na direção de reformas políticas e ao alargamento dos direitos do voto.
Durante a Era Vitoriana a população da Inglaterra quase duplicou, passando de 16,8 milhões em 1851 para 30,5 milhões em 1901. A população da Irlanda diminuiu rapidamente, de 8,2 milhões em 1841 para menos de 4,5 milhões em 1901.
No início da Era Vitoriana, a Câmara dos Comuns foi dominada por dois partidos, os "Whigs" e os "Tories". A Partir de 1850 os Whigs são chamados de Liberais e os Tories ficaram conhecidos como Conservadores. Ambas as partes foram lideradas por estadistas proeminentes incluindo Lorde Melbourne, Sir Robert Peel, Lorde Derby, Lorde Palmerston, William Gladstone, Benjamin Disraeli e Lord Salisbury.

A Rainha Vitória (aqui mostrada na manhã de sua ascensão ao trono, em 20 de junho de 1837), deu o nome para a era histórica.
A Era Vitoria















Eventos


  • 1832 - Aprovação do primeiro Ato de Reforma .
  • 1837 - Ascensão da rainha Vitória para ao trono.
  • 1840 - A Nova Zelândia se torna uma colônia britânica, através do Tratado de Waitangi.
  • 1842 - Massacre do exército Elphinstone pelos afegãos no Afeganistão, resultando na morte ou prisão de 16.500 soldados e civis.
  • 1842 - O "Ato das Minas" de 1842 proíbe as mulheres e as crianças trabalhem em minas de carvão, ferro, chumbo e estanho.
  • 1842 - O "Illustrated London News" foi publicada pela primeira vez.
  • 1845 - A Grande Fome Irlandesa. A pior catástrofe humana do Reino Unido, a morte por inanição e a emigração em massa reduziu a população da Irlanda em mais de 50%. Essa tragédia definitivamente mudou a demografia da Irlanda e se tornou um ponto culminante do sentimento nacionalista que permeou política britânica durante a maior parte do século seguinte.
  • 1848 - 2.000 pessoas morrem por semana, em uma epidemia de cólera.
  • 1850 - Restauração da hierarquia católica-romana na Grã-Bretanha.
  • 1851 - A Grande Exposição(considerada a 1° Grande Feira Mundial), realizada no Hyde Park em Londres apresentou as maiores inovações do século. Em seu centro havia o Palácio de Cristal, um enorme módulo de vidro e estrutura de ferro (a primeira do seu tipo). Essa estrutura foi condenada por John Ruskin como o modelo de desumanização no desenho, mas mais tarde veio a ser apresentado como o protótipo da arquitetura moderna.O aparecimento da fotografia, que foi demonstrada na Grande Exposição, resultou em mudanças significativas na arte vitoriana.

The Great Exhibition of the Works of Industry of all Nations
Hyde Park - 1851.


Entrada principal.


Parque Hyde

  • 1851 - A Corrida do Ouro Vitoriana. Em dez anos, a população australiana quase triplicou.
  • 1854 - Guerra da Criméia: O Reino Unido declara guerra à Rússia.
  • 1857 - O Motim dos Indianos: Uma revolta generalizada na Índia contra a Companhia Britânica das Índias Orientais, foi impulsionado pelos Sipais (Soldados indianos à serviço da Coroa Britânica). A rebelião, que não envolveu apenas Sipais, mas muitos setores da população indiana, tendo sido dentro de um ano. Em resposta ao motim, a Companhia Britânica das Índias Orientais foi abolida em Agosto de 1858 e se inicia o período do Raj britânico.
  • 1861 - A morte do príncipe Albert, a Rainha se recusa a sair em público por muitos anos.
  • 1875 - O Reino Unido compra do Egito ações sobre o canal de Suez.
  • 1878 - Tratado de Berlim é assinado. Chipre se torna uma colônia Britânica.
  • 1882 - As tropas britânicas começam a ocupação do Egito, a fim de assegurar uma rota comercial e a passagem para a Índia, o país se torna um protetorado.
  • 1888 - O assassino em série conhecido como "Jack o Estripador" assassinou e mutilou prostitutas nas ruas de Londres, levando a uma e histeria e cobertura internacional da imprensa. Os jornais usaram as mortes para trazer maior foco na situação difícil dos desempregados e para atacar líderes políticos e da polícia. Apesar do assassino nunca ter sido capturado, o caso levou a renúncia de Sir Charles Warren.
  • 1901 - Com a morte da Rainha Vitória, Eduardo, seu filho, ascende ao trono e dá início ao Período Eduardiano

Cultura

Elementos culturais notáveis da era vitoriana incluem:


Na Arquitetura

O reflorescimento da arquitetura gótica sob a forma conhecida como neo-gótica se tornou cada vez mais significativo nesse período, levando ao conflito entre os ideais góticos e clássicos. A arquitetura para o novo Palácio de Westminster (destruído em 1834 por um incêndio) planejada pelo arquiteto Charles Barry traz elementos góticos, inspirados nas partes intactas do edifício. A intenção foi construir uma narrativa de continuidade cultural, em oposição aos violentos rompimentos culturais e artísticos como a Revolução Francesa. 


Na literatura


A década de 1890 é de particular interesse, onde viram-se as primeiras tentativas por parte dos escritores ingleses de adotar os métodos e ideais dos simbolistas franceses.

No drama


  • Adaptações para os palcos do Frankenstein de Mary Shelley e do novo gênero de romances sobre vampiros. Em 1849 as histórias de Frankenstein e dos vampiros são finalmente combinadas em Frankenstein; ou A Vítima do Vampiro. Em 1887, The Model Man, uma peça teatral na qual o monstro Frankenstein e um vampiro estão no Ártico, aparece em Londres.
  • O drama e espírito de humor de Oscar Wilde.
  • Controvérsia sobre as peças de Henrik Ibsen no palco de Londres, com homens como James Joyce e George Bernard Shaw apoiando o novo estilo dramático oriundo da Noruega.

Na religião



Na música

A colaboração entre Arthur Sullivan, compositor, e W.S. Gilbert, libretista, um dos mais bem sucedidos duos do teatro musical e da operetta.


No esporte

Foi na época vitoriana que os esportes foram sistematicamente introduzidos nas escolas privadas (public schools) inglesas. Desta forma reiniciava-se a era das atividades físicas que fora interrompida por Teodósio no século IV. Este movimento está intimamente liagado ao renascimento dos jogos olímpicos, que aconteceria em 1896 em Atenas, e este foi idealizado pelo Barão de Cobertin, mas o mérito deve ser partilhado aos primórdios da Educação Física Inglesa que já idealizava a formação do homem como um todo, nem só intelectual e nem só físico.